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Música erudita: diferentes gêneros dentro de um mesmo estilo

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Confira algumas das vertentes dentro da música clássica

A música erudita, também conhecida como música clássica, em termos gerais, é aquela cujo compositor possui controle máximo das ações e expectativas do fazer musical. Neste estilo, aspectos sonoros como altura, duração, intensidade e timbre são controlados à risca e de forma harmoniosa.

A música erudita pode ser realizada por qualquer instrumento, de violões a violinos. Neste post em especial vamos abordar os diferentes gêneros do estilo estruturado entre 1750 e meados do século XIX. Você sabe a diferença entre concerto, sinfonia e música de câmara? Confira essas e outras informações a seguir:

Cantata

Forma musical surgida na Itália, no século XVII, caracterizada por ser cantada, à diferença da tocata, executada por instrumentos de teclado, e da sonata, composta para instrumentos de corda. Desenvolveu-se no Barroco, atingindo seu apogeu com J.S.Bach.

 

Concerto

Um dos gêneros mais importantes da música erudita, normalmente divide-se em três partes. A principal característica de um concerto é a melodia de um instrumento solista, com o acompanhamento orquestral. Por exemplo, num concerto para violino, o violinista se destaca diante de uma orquestra. Existem também, os concertos para dois e até três solistas, conhecidos respectivamente como concerto duplo e concerto triplo.

Pianista Marcelo Bratke durante concerto da Orquestra Filarmônica do Brasil. (Foto: One Life Fotografia)
Pianista Marcelo Bratke durante concerto da Orquestra Filarmônica do Brasil. (Foto: One Life Fotografia)

Missa

Gênero sacro católico. Quando possui caráter fúnebre, também é conhecido como Réquiem. Geralmente possui as seguintes partes: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei etc.

Requiem KV 626: Orquestra Sinfônica de Sorocaba interpretou a famosa obra de Mozart e contou com a participação dos corais Madrigal Vivace de Jundiaí, Vozes Paulistanas e solistas. (Foto: One Life Fotografia)
Requiem KV 626: Orquestra Sinfônica de Sorocaba interpretou a famosa obra de Mozart e contou com a participação dos corais Madrigal Vivace de Jundiaí, Vozes Paulistanas e solistas. (Foto: One Life Fotografia)

Moteto

Gênero de música sacra vocal polifônica, geralmente sem acompanhamento instrumental, e com textos em latim. Ocupou lugar central na liturgia da Igreja Católica. Tal como o madrigal – sem similar profano – o moteto atingiu o auge no século XVI. No século XVII, foi enriquecido com instrumentos.

Música de câmara

São as peças executadas por pequenas orquestras, limitadas a no máximo dez instrumentistas. Os grupos de música câmara mais conhecidos são o quarteto de cordas, o quinteto de cordas, o trio com piano e o quinteto de sopros.

O conjunto de cordas italiano Quarteto de Veneza é um dos mais importantes da categoria. (Foto: One Life Fotografia)
O conjunto de cordas italiano Quarteto de Veneza é um dos mais importantes da categoria. (Foto: One Life Fotografia)

Ópera

Peça teatral cantada, com acompanhamento orquestral. Surgiu no final do século XVI, em Florença, como tentativa de recriar a tragédia grega. Divide-se em duas categorias: a ópera séria ou melodramática e a cômica ou bufa.

A soprano Erika Muniz ao lado do barítono Saulo Javán, durante apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. (Foto: One Life Fotografia)
A soprano Erika Muniz durante apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. (Foto: One Life Fotografia)

Opereta

Pequena peça musical derivada da ópera cômica, com partes faladas e cantadas. Considera-se como precursora no gênero, a obra a ópera dos mendigos, paródia sobre as óperas sérias de Händel. Contudo, a opereta firmou-se e popularizou-se só em meados do século XIX, com Offenbach, Suppé e Strauss II.

Oratório

Composição musical para solistas vocais, coro e orquestra, geralmente de conteúdo religioso. Originou-se do teatro sacro medieval por volta de 1600. Entre os seus cultores incluem-se J.S.Bach e Händel, cujo O Messias é, provavelmente, a mais famosa composição do gênero.

Sinfonia

Um dos mais importantes gêneros musicais. Diferente do concerto, não possui destaque de nenhum instrumento, sendo que cada um possui várias participações ocasionais, e orquestra de cordas carrega a melodia principal. A sinfonia surgiu no Classicismo, tendo sua consolidação com Haydn, considerado o pai da sinfonia.

Patrimônio cultural da humanidade: Nona Sinfonia de Beethoven, interpretada pela Sinfônica de Santos, contou com as vozes dos corais Madrigal Vivace, Zanzalá e solistas. (Foto: One Life Fotografia)
Patrimônio cultural da humanidade: Nona Sinfonia de Beethoven, interpretada pela Sinfônica de Santos, contou com as vozes dos corais Madrigal Vivace, Zanzalá e solistas. (Foto: One Life Fotografia)

Sonata

Composição musical geralmente para um ou dois instrumentos. O termo, surgido na Itália no século XVI, referia-se originalmente a peças para instrumentos de cordas, e opunha-se à tocata (para cravo ou órgão) e à cantata (para canto). Desde o final do século XVIII a sonata ficou restrita a composições para piano ou outro instrumento solista (este em geral, com acompanhamento pianístico), geralmente divididas em três ou quatro movimentos.

 

Suíte

Forma de música instrumental desenvolvida na Alemanha e na França no século XVII e XVIII, e que voltaria a florescer no final do século XIX, com características mais livres. Consiste em uma sequência de movimentos de dança, todos na mesma tonalidade, mas variando no andamento.

A Orquestra Sinfônica de Sorocaba apresentou a suíte “Carnaval dos Animais”, de Saint-Saëns. (Foto: One Life Fotografia)
A Orquestra Sinfônica de Sorocaba apresentou a suíte “Carnaval dos Animais”, de Saint-Saëns. (Foto: One Life Fotografia)

Fonte: Portal Clássicos

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